Asas de Flor

Poesia em seu coração

Textos


Muito além das estrelas
 
A paz goteja lentamente como era antes,
na interseção de duas águas-mestras.
Fantasias na mente, lanternim na testa,
subo na cumeeira de meus devaneios.
Zimbório da cúpula nobre senhor,
honrando a essência de seu lindo nome,
em seu sideral espaço altivo se recolhe,
levando na alma um pouco de amor.
Pequena deusa, possivelmente Hera,
sem a energia do branco da primavera,
viu-me em traje nude e muito triste
desenhou-me com giz de cera incolor.
Perdeu-se uma deusa procurando a noite
ao redor de uma vela de sete dias,
a vela apagou sem vento por perto.
Mostrou-se o breu, o obscuro e o incerto.
Descortinou-se a Órion rumo ao leste,
era noite de verão no hemisfério sul,
doce voz falou à uma rosa sem cor,
transparece em mim ó flor celeste!
Nasceram fachos do lado de dentro,
com o esplendor do nascer do sol,
revertendo os mistérios soturnos
em um belo jogo de brilhos noturnos.
Aos amantes de tochas escondidas
atrás de vidros com águas coloridas,
uma paz chegou calma ensinando
como conjugar total e poeticamente,
os contrastes, a vocação, a essência,
a pura identidade e diálogos entre luz.
Brilha Vênus, brilham as Plêiades,
em azul super brilhante e bem visíveis,
tomo as rédeas dos meus pensamentos,
e lúcida procuro-me para além das estrelas,
dizendo para mim mesma durante a viagem:

brilhar sem parar é preciso,
antes, sentir e dar amor.
.

 
Matilde Diesel Borille
Enviado por Matilde Diesel Borille em 10/01/2018
Alterado em 10/01/2018


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